A empresa brasileira que protege do Pix às comunicações das Forças Armadas

A criptografia digital faz parte da vida de qualquer cidadão, embora quase sempre permaneça longe dos olhos. No Brasil, uma empresa vem ganhando destaque nesse universo de códigos, dados e estruturas críticas. Trata-se da Kryptus, desenvolvedora de hardwares e softwares de criptografia presentes em sistemas digitais dos mais sensíveis do país. Suas tecnologias ajudam a proteger o Pix contra invasões, integram a arquitetura digital do Tribunal Superior Eleitoral e das próprias urnas eletrônicas e equipam o Link-BR2, rede de comunicação tática da Força Aérea Brasileira que permite a troca, em tempo real, de imagens e dados de radares entre aeronaves e bases terrestres.
A Kryptus teve origem na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Em 2002, dois alunos, Roberto Gallo, de computação, e Henrique Kawakami, de engenharia elétrica, desenvolveram uma solução de segurança para caixas eletrônicos. A relação com a universidade seguiu cultivada: a Kryptus manteve projetos de pesquisa em criptografia com o Instituto de Computação, participou do desenvolvimento de patentes com pesquisadores da instituição e é classificada até hoje pela Unicamp como uma “empresa-filha”.




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